Atenção com Carrapatos

Historicamente a época da seca está relacionada com o aumento de carrapatos, especialmente nas áreas de natureza. De abril a julho, é comum encontrar espécies de carrapatos que no ambiente normal geralmente infestam animais silvestres como capivaras, gambás, coelhos, equinos, cães e outros animais domésticos e silvestres.

O que é importante em relação aos carrapatos para os humanos é que eles podem transmitir uma doença chamada Febre Maculosa Brasileira (FMB) causada por um tipo de bactéria chamada Rickettsia rickettsii.

O período de incubação é de 2 a 14 dias. Os principais sinais e sintomas são: início súbito com febre moderada a alta, cefaléia, calafrios, congestão de conjuntivas e mialgias intensas. Em torno do 3º ou 4º dias de doença é frequente o surgimento de um exantema máculo-papular nas extremidades (punho ou tornozelo) que se irradia para o corpo, invadindo sola dos pés e palmas das mãos.

Embora não seja uma doença comum na região do Distrito Federal e Entorno, é importante ficar atento aos carrapatos e realizar as medidas de prevenção recomendadas.

 

  • Em área urbana, utilizar camisa de manga comprida com punhos fechados. Calça com a parte inferior inserida dentro das meias e vedada com fita adesiva. Calçados fechados e de cor clara.
  • Repelentes podem ser aplicados à roupa e aos calçados. • Vetores detectados nas roupas devem ser coletados com o auxílio de pinça ou utilizando-se fita adesiva.
  • Não esmagar o carrapato com as unhas, pois ele pode liberar as bactérias e contaminar partes do corpo com lesões.
  • Examinar o próprio corpo a cada 3 horas, a fim de verificar a presença de carrapatos e retirá-los, preferencialmente, com o auxílio de pinça. Quanto mais rápido forem retirados, menor a chance de infecção.
  • Manter vidros e portas fechados em veículos de transporte na área de risco.

 

Referências 

  1. https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/dezembro/31/GVS-Febre-Maculosa.pdf
  2. file:///C:/Users/t319148/Downloads/Livro-Carrapatos-problemas-e-solucoes.pdf
  3. https://www.scielo.br/pdf/cadsc/v23n4/1414-462X-cadsc-23-4-354.pdf

 

Guia de Vigilância Sanitária - Febre Maculosa (11 downloads)

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